terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Nem tão livre assim...

Às vezes me pego pensando em assuntos pesados, fora de qualquer contexto rotineiro. Não é nada planejado, as ideias apenas surgem no consciente e entro numa viagem interminável por entre racionalizações, conjecturas e alguns becos sem saída...
Um desses pensamentos recorrentes é sobre o relativismo, que diz que nada é absoluto, tudo é relativo. E na minha opinião uma das relatividades mais interessantes é sobre a verdade. Qualquer avaliação empírica nos leva a crer que não existe uma verdade absoluta, algo independente de juízo, de percepção ou de estado de consciência. A subjetividade cria, defende (e às vezes ofende), muda e destrói verdades, fazendo delas meras opiniões pessoais sem qualquer senso coletivo, quiçá universalismo.
Não é uma questão de correntes de pensamento que defendem ideias diferentes, a verdade absoluta não existe, pois não há unanimidade, consenso ou sequer uma convergência forte de ideias entre a humanidade.

Sendo assim, eu me pergunto: Sem uma Verdade pra nos embasar, qual a origem dos nossos desejos, das nossas vontades ? Por que escolhemos isso ao invés daquilo ?

Eu tive uma educação pautada no poder individual da escolha, o famoso livre arbítrio, que nos inputa responsabilidade por nossos atos e suas consequências, que nos torna capitães e juízes de nós mesmos, mas se eu não sei porque me tornei quem sou (incluindo-se todos os meandros desse processo) essa "ferramenta" perde toda a sua majestade e se reduz a uma simples causalidade do fluxo existencial.

É claro que é muito mais prazeroso pensar que eu sozinho tomei a decisão de escrever esse texto às três da manhã da segunda de Carnaval, mas talvez eu tenha que aceitar que eu apenas estou escrevendo, porque fiquei deitado na cama pensando nesse tema, porque tive insônia, porque estava frio no quarto, porque o ar condicionado foi ajustado da maneira errada, porque as pilhas do controle remoto estão em outro aparelho, porque eu nunca lembro de recarregá-las... enfim, talvez eu não seja tão livre assim.
Ainda bem que eu gosto de uma filosofia oriental que diz algo do tipo:


Tudo o que aconteceu é o que deveria ter acontecido !


Saudações fraternais,
Fabio Machado.

5 comentários:

Dani disse...

humm... mas entre muitas opções, você escolheu escrever. será que essa não é a sua parcela de liberdade?

Anônimo disse...

I hагԁly cοmment, but i did a feω ѕеагching аnԁ wound up here "Nem t�o livre assim...".
And I actually do havе a сouple οf questions
foг уou if it's allright. Is it just me or does it give the impression like some of these comments come across as if they are left by brain dead folks? :-P And, if you are posting at other social sites, I'd like to follow everything nеω уou
havе tο post. Would yοu maκe
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Kenia disse...

Amei sua forma de ver as coisas...
Simples e objetiva. Quem nunca se questionou sobre o verdadeiro eu?
Tudo que fazemos e somos vem de um conjunto de ideias alheias do ambiente esternos que nos formaram. O que é ser eu mesma se tudo que eu sou são pedaços de onde passei? Existe nesta forma unica e peculiar um ser somente?
Creio sim que somos seres únicos e subjetivos porque ninguém jamais vive as mesmas experiencias ou passa pelo mesmo lugar, mas com relação em seu único em ideias e realmente individuais isso não existe de fato. somos o q nos ensinaram a sem e isso não muda. Acontece que quando tentamos tomar "nosso" rumo nos deparamos com ideias antigas já criadas e tentamos recria-las através de velhos hábitos. e assim se cria um circulo infinito. Não tem como fugir disso.