segunda-feira, 8 de junho de 2009

Meu reino por uma guerreira 4i

Sim, eu vou te libertar da prisão na torre, não pelo seu brazão, mas pra despir-te do véu que separa nossos lábios. Ajude-me, distraia os guardas, seduza-os com sua sabedoria e eu escalarei os muros altos que te envolvem. Só mais um pouco, estou quase chegando... Meu cavalo não é um alazão, mas um fiel escudeiro que nos conduzirá por entre montanhas e vales até nosso destino. O caminho será longo e tortuoso, não terás fortuna nem banquetes, mas a cada fração de tempo a existência nos abençoará com a vividez da verdadeira unidade, seremos Um, voltaremos ao Todo, conheceremos a Verdade.

Perceba-me como sou através dos quatro elementos que te fazem guerreira. Só assim a liberdade triunfará, pois em meu reino não há fronteiras, muralhas não guardam as fortalezas, somos nossas próprias igrejas, sem cruzes, sem juramentos, sem dogmas.
Travaremos batalhas, cúmplices, ora lado a lado, ora de costas um pro outro, cada um com seus dragões. Tome minha cota-de-malha, dê-me sua adaga e enfrentemos as trevas. Avante ! Ensina-me a usar minhas forças contra o mal e lutarei por nós. Lute comigo.

Contarei-lhe meus segredos, lhe entregarei meus votos e vetos pra que eles sejam seus. Encante-me com seus pensamentos e suas buscas, desperte o que há de melhor em mim e refute o que há de inútil. Serei menos eu para que sejamos mais nós. Venha comigo.
Mostre-me outros mundos e provarei suas sinestesias, leve-me a outros planos e acompanharei-te em espírito. Emane sua intensidade e refraterei-a até ti, criando um círculo atemporal, sem início, meio ou fim.

Haverá, enfim, tão somente, amor e o sempre !


Saudações fraternais,

Fabio Machado.

3 comentários:

Anônimo disse...

Sei que alguns parágrafos não são suficientes para explicar a complexidade de uma mente neurótica rsrs (não entenda isso como uma ofensa, afinal você é um réu confesso e eu também não pude resistir a tentação de retribuir a implicância rsrs).
Entretanto, me parece que entendi melhor do que você gostaria... Tanto que você está completando/respondendo nos posts seguintes! ;)
Sei que o seu medo não é do pássaro, mas de investir tempo e energia para estender o braço para o pássaro errado e ter que recomeçar tudo de novo à procura do pássaro certo.
Vejo um romântico que ama o amor e o idealiza, apesar de não ter idéia de como amar, pois é algo que transcende a razão, a lógica e qualquer regra!
Além disso, vejo aqui alguém que acredita que só aprenderá a amar ao encontrar a professora certa, a sua tão sonhada alma gêmea!
Só mesmo uma Sheherazade com sua perspicácia seria capaz de despistar seu super Superego, amansar seus dragões e levá-lo a mil e uma noites de amor tântrico, eterno e incondicional.
Sua guerreira não está numa torre esperando por você! Ela não dormirá 100 anos esperando que você a reconheça,que se desarme e lhe entregue todo o seu amor.
Creio também que qualquer guerreira 4i não estaria disposta a digladiar com outras guerreiras pelo seu amor... Provavelmente ela já tem alguma causa mais nobre para a qual lutar.
São muitas expectativas e responsabilidades depositadas numa pessoa só, não acha?
Seus dragões você mesmo terá que enfrentar! Sem certezas e sem garantias de felicidade eterna... E sozinho!
Se quer encontrar o verdadeiro amor, não existe outra forma além de amar! Amar incondicionalmente não importa o que ou quem.
Aposente suas armas e armaduras e dê oportunidade para o acaso, para o cupido, para a sorte, para murphy, para o destino, para o improvável, para o impossível.
Esteja vulnerável ao amor e ao se deparar com uma 3i, não fuja, nem lute, mas proste-se em reverência para que esteja a altura de uma martela!
Que o amor supere a imperfeição do homem!

Dani disse...

Opa, o anônimo ou anônima aqui em cima manda bem!

Bom, só acho que neste sentido que você usou, ninguém liberta ninguém, só podemos libertar a nós mesmos.

E me parece que você está criando um sonho e "exigindo" que alguém o viva com você, percebe?

Dê uma olhada melhor e veja que talvez quem esteja na prisão da torre seja outra pessoa.

Fabio Machado disse...

É, Dani, eu achei excelente a resposta da anônima, que parece ser mulher por conta do comentário no post anterior...
O problema é que nem ela nem você parecem ter entendido que eu quis dizer justamente que quem está preso sou eu, não a um ideal de mulher, isso de jeito nenhum, mas a um sonho de viver um amor incondicional, etéreo e livre, elementos esses que compõem o quarto "i" de intensidade.

Acabei de decidir reescrever o meu texto sem tantas metáforas polissêmicas ! rs