terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Nem tão livre assim...
Um desses pensamentos recorrentes é sobre o relativismo, que diz que nada é absoluto, tudo é relativo. E na minha opinião uma das relatividades mais interessantes é sobre a verdade. Qualquer avaliação empírica nos leva a crer que não existe uma verdade absoluta, algo independente de juízo, de percepção ou de estado de consciência. A subjetividade cria, defende (e às vezes ofende), muda e destrói verdades, fazendo delas meras opiniões pessoais sem qualquer senso coletivo, quiçá universalismo.
Não é uma questão de correntes de pensamento que defendem ideias diferentes, a verdade absoluta não existe, pois não há unanimidade, consenso ou sequer uma convergência forte de ideias entre a humanidade.
Sendo assim, eu me pergunto: Sem uma Verdade pra nos embasar, qual a origem dos nossos desejos, das nossas vontades ? Por que escolhemos isso ao invés daquilo ?
Eu tive uma educação pautada no poder individual da escolha, o famoso livre arbítrio, que nos inputa responsabilidade por nossos atos e suas consequências, que nos torna capitães e juízes de nós mesmos, mas se eu não sei porque me tornei quem sou (incluindo-se todos os meandros desse processo) essa "ferramenta" perde toda a sua majestade e se reduz a uma simples causalidade do fluxo existencial.
É claro que é muito mais prazeroso pensar que eu sozinho tomei a decisão de escrever esse texto às três da manhã da segunda de Carnaval, mas talvez eu tenha que aceitar que eu apenas estou escrevendo, porque fiquei deitado na cama pensando nesse tema, porque tive insônia, porque estava frio no quarto, porque o ar condicionado foi ajustado da maneira errada, porque as pilhas do controle remoto estão em outro aparelho, porque eu nunca lembro de recarregá-las... enfim, talvez eu não seja tão livre assim.
Ainda bem que eu gosto de uma filosofia oriental que diz algo do tipo:
Tudo o que aconteceu é o que deveria ter acontecido !
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Não leve a vida tão a sério
Então, de maneira super simplificada, a Vida pode ser interpretada como um supersistema, um conjunto de entidades que interagem através de fluxos de materia, energia e informação, respeitando regras e buscando objetivos (conscientes ou não). Por exemplo, num ecossistema primário um dos objetivos é perpetuar-se e as regras são as leis da Natureza.
Uma boa abstração a partir desse ponto me fez pensar um dia que sou apenas um microssistema que processa os inputs que recebe do mundo e entrega de volta outputs personalizados para uma rede incomensurável de microssistemas que fazem a mesma coisa. Agimos em função de leis que herdamos, de leis que observamos e de leis que inventamos, mas Eu não controlo nada, Eles também não. E se não há controle externo e nem interno... tcharam... o sistema é livre ! Toda a sensação de que controlamos e somos controlados é uma grande ilusão, que acaba afetando a forma como funcionamos (entenda-se vivemos). Esse é o primeiro ponto importante desse devaneio...
O segundo ponto chave dessa questão existêncial é a pergunta: faz diferença pra Vida (supersistema) como cada entidade (microssistema) funciona ? A minha resposta é: NÃO !
Nem mesmo a morte de uma entidade qualquer é capaz de mudar a Vida, na medida em que não altera nem as leis que a regem, nem os seus objetivos.
Sou, então, obrigado a me questionar o seguinte: Qual é o objetivo do supersistema Vida ? A minha resposta hoje é: EVOLUIR !
Apesar de evolução ser por si só um conceito complexo, essas duas respostas objetivas me levam a uma conclusão importante: Para o bem da vida, eu sou o que há de mais importante pra mim mesmo !
Esse objetivo da Vida só será alcançado, mesmo que de maneira não-linear e incontrolada, se cada um de nós evoluirmos individualmente. É a partir dessas resoluções que eu tento incorporar o máximo de positividade possível, o tempo todo, tentando não me deixar abater pelos "desprazeres" por muito tempo. Esse é o melhor presente pra mim e, quem sabe um dia, pra todos nós.
Portanto, minha mensagem natalina se resume a uma frase: não leve a vida tão a sério !
Saudações festivas,
Fabio Machado.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
De dentro pra fora
Eu sou mudança, me enxergo de muitas maneiras, busco novas perspectivas a todo instante. Sinto o movimento da vida e meço sua velocidade com o pensamento. Talvez por isso eu seja louco, por não ser eu mesmo sempre, ou talvez assim eu me torne exatamente quem eu sou. Quem sabe ?
Não importa a referência, o tempo nunca pára. Mesmo imóvel, assisto seu desenrolar, seja no engatinhar das horas ou no correr dos segundos. Lá vai Ele de vento em popa, nos intrigando com suas (in)frequências... Lá vem Ele distribuindo teorias, absoluto em si, relativo em nós (ou será só em mim ?)
As armadilhas estão prontas, aguardando o próximo passo, todo cuidado é pouco e inútil, pois a isca é irrecusável: paradoxos ! Nada mais irresistível do que suas (in)coerências: o conhecimento desconhecido de um estranho, a visão imprevisível do futuro, o limite ilimitado do universo, a consciência insconsciente de Deus.
Sim, eu não sei, mas sigo, observando o antigo eu até me transformar no próximo. Não, eu sei e sigo, diante da mutabilidade imutável, crescendo de dentro pra fora até o tudo, o nada (...) o que fizer sentido na hora.
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A vida ou a SUA vida ?
Esses dias eu estava conversando com uma amiga e por algum motivo começamos a falar sobre a importância da vida. A conversa evoluiu pra um teor mais filosófico e debatendo sobre altruísmo versus egoísmo, eu levantei a seguinte questão: O que é mais importante, a vida em si ou a vida de alguém ?
É comum ouvir das pessoas que sua própria existência está em primeiro lugar e esse conceito faz todo sentido, pois só nós vivemos nossas experiências e ninguém, em qualquer plano, poderá desempenhar esse papel em nosso lugar, portanto, façamos certo ou errado, façamos nós !
Entretanto, devemos considerar que nossas vidas fazem parte de uma teia complexamente entrelaçada em que um ponto não subsiste sem os outros. Seguindo essa analogia, fazemos sentido existencial apenas na presença de outros semelhantes. Mesmo nesse contexto, é difícil conceber essa ideia a ponto de adotá-la.
Durante minha conversa tive um insight sobre um teste onde cada um poderia compreender melhor essa situação.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Sex is on fire
E essa é a minha trilha sonora por enquanto... Aumentem o volume !!!
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
O que vale é a intenção
Mais dúvidas do que certezas
Mais perguntas do que respostas
Mais loucura do que sanidade
Mais sonho do que realidade
Mais ansiedade, muito mais ansiedade
Nesse universo de tantos (...) o que mais vale é a intenção !
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Nothing
- Where am I ?
- Nowhere.
- Who are you ?
- There is no who...
- I can't see anything !
- It's all accessible...
- My legs, my L-E-G-S !
- Forget all letters.
- But I can hear you... help me !
- There is no Trinity. Unity is real.
- Am I dead ?
- No.
- Am I alive ?
- No.
- You are not making any sense ?
- THERE IS NO WHO !
- How long... how long...
- Always
- How come did... Wait... Got it !
- (...)
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Pseudo-cafa: o retorno
Diante das diversas opiniões eu me senti um verdadeiro bandeirante de uma colônia isolada entre essas metrópoles (risos). O problema é que está havendo um processo de conurbação e estou cada vez mais influenciado pelos vizinhos (mais risos). Visito as duas cidades para rever amigos e curtir outras culturas.
Convenhamos, até mesmo um "matuto" tem que se atualizar, senão acaba caindo na obsolescência e se tornando um mentecapto.
Por outro lado, é claro que existe o risco de um pseudo-cafa conquistar uma cafa, mas se esse for o caso, ele pode se passar por cafa e vazar antes do "retorno" ! Estatisticamente isso é o que mais acontece e ele será apenas mais um ponto no gráfico.
O que talvez não tenha ficado claro é que a idéia é apenas fingir ser cafa até conquistar o(a) parceiro(a). Depois de sacramentada a conquista, volta-se ao estado original. Esse é o diferencial !
Além do mais, nós, anti-cafas, somos altamente prejudicados pelos cafas, que traumatizam as moças tornando-as defensivas, desconfiadas, receosas, descrentes... Adotando essa nova estratégia, nós vamos acabar com o apelo semi-negativo-atraente dos nossos inimigos. Imaginem corprometer a imagem cativante do cafajeste ?!? Não tem preço !
Enfim, não vou perder minha identidade ou me deixar aculturar livremente, só participei de um workshop com profissionais, onde aprendi um pouco sobre as técnicas modernas de conquista. É a força da globalização !
Meu borogodó continua o mesmo, minha responsabilidade e gentileza também, talvez... tavez... talvez o que mude um dia seja apenas a ordem das armas. O soldado da infantaria irá na frente e dará a vez para o príncipe da cavalaria ! (gargalhadas)
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Pseudo-cafa: o novo guerreiro
Ontem eu fiquei até tarde no trabalho conversando com um amigo sobre carreira, posicionamento e formação profissional. Papo vai, papo vem, de alguma maneira o assunto desviou para relacionamentos e inspirou esse texto.
Tomei conhecimento da última palavra em "estratégia de conquista", que eu já batizei de pseudo-cafajestismo. Essa palavra define o homem ou mulher que se faz passar por cafa para conquistar. Sim, mais um conjunto de técnicas elaboradas provavelmente por homens, certamente nascido(s) em Complicadópolis (mais risos).
Segundo o locutor que me falava, ele - um rapaz cavalheiro, atencioso, prestativo, o esteótipo do anti-cafa - assim que terminou um relacionamento há um tempo atrás e voltou ao "mercado", percebeu que o negócio não estava fácil. Desconhecedor das novas regras do "jogo", só se dava mal, enquanto via os cafas dominando a cena. Até fizemos um esforço conjunto pra tentar descobrir porque elas gostam desse espécime, mas creio só quem é de Esquisiteiro entende de verdade.
Conhecedores de que estão em desvantagem nessa guerra dos sexos, os anti-cafas devem ter se visto numa situação calamitosa. Imaginaram o mundo dominado pelos cafajestes e resolveram inovar, numa ação tática mais do que lógica: se reinventaram, criando o pseudo-cafa ! (gargalhadas às 6:30H)
Por alguns milésimos de segundo, eu me senti um idiota por nunca ter pensado nisso, mas também, quem está na "pista" tem muito mais chance de ser criativo do que eu, que sempre namorei nos últimos 15 anos e agora que estou solteiro, fiquei malhando a mente em sala de aula.
O fato é que a idéia é brilhante. O candidato só tem que andar por aí, aprender as técnicas dos cafas profissionais e replicá-las posteriormente. Um dos exemplos que tive foi o de só atender o telefone na terceira ligação, porque conquistador que se preze não atende o telefone de primeira ! Esse número não é empírico, surgiu a partir de pesquisa científica ! Tive acesso inclusive a uma explicação do porquê deve ser assim...
Enfim, meu amigo hoje está namorando, então acredito que ele foi bem sucedido na empreitada. Confesso que mesmo que seja eficiente, essa roupagem não faz o meu estilo, mas como tudo nessa vida muda, é sempre bom ter um plano B. (risos irônicos)
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
A Grande Guerra - Prefácio
Imagino que essa restrição mental tenha sido notada lá nos primórdios da humanidade e resultou num processo de individuação com dois fenômenos importantes: o segredo e a mentira.
Na medida em que cada um de nós é conhecedor exclusivo das nossas forças de expressão, encontramos nesses elementos formas de criar um micro-universo com suas próprias leis, onde somos quem queremos ser.
Hoje, esse querer parece estar muito associado a uma necessidade externa, seja de ser "igual" ou de ser "diferente". Em ambos os casos, o indivíduo se torna consequência do meio, havendo uma clara separação entre sujeito e objeto. Essa dualidade é o que na minha opinião separa o Homem de seus semelhantes e sobretudo, separa-o do todo, da unidade.
Por conta disso, vivemos uma grande guerra, onde nossas percepções, opiniões e egos são as armas que dão origem às três grandes batalhas que travamos, cujo inimigo comum é o indivíduo. É uma realidade conflituosa, mas onde naturalmente existem forças de paz.
Assim, tais batalhas darão origem a uma trilogia (pra ficar na moda), que pretendo escrever não necessariamente em sequência, mas que representam minhas reflexões atuais no campo das relações interpessoais.
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
As ameaçadoras 3i
Existe uma categoria de mulheres muito peculiares e pra mim ameaçadoras, que atraem a minha atenção como poucas. São as que eu chamo de 3i: inteligentes, interessantes e independentes. Também existem as guerreiras 4i, que são tema de um outro post, mas as primeiras já são raras graças à nossa sociedade machista, hipócrita e discriminatória e vou me restringir às primeiras por enquanto.
Eu criei essa classificação num período breve que estive solteiro logo no início da faculdade, mas que tem relevância até hoje. O nome eu inventei recentemente, mas o conceito continua o mesmo.
Estudei numa universidade grande que fica num local chamado de cidade universitária, onde existem vários prédios que acomodam as faculdades. Perto do centro de tecnologia, onde era o meu curso, havia as faculdades de letras, arquitetura e desenho industrial, e o centro de ciências matemáticas e da natureza, ou seja, eu estava rodeado por todo tipo de pessoa.
Confesso que nessa fase a espiritualidade ficou um pouco de lado e deu espaço pra toda a razão que permeia a área de exatas. Ao contrário do que são hoje, meus critérios eram muito mais racionais do que emocionais e sendo jovem, apresentável, com um corpo bacana, um carro, ainda que popular, e aluno do curso de engenharia mais disputado da época, conheci bastantes moças nas muitas chopadas que aconteciam.
Apesar dessa aparente futilidade, algo que sempre valorizei foi a boa conversa. Foi com bons papos que a maioria das minhas namoradas me conquistou. Nesse quesito se destacam as moças inteligentes, porque na minha percepção quem possui esse atributo é aquele(a) que se pergunta os melhores e mais seqüenciados porquês e consequentemente tem muito o que oferecer num diálogo.
Já uma pessoa interessante é na minha visão alguém eclético, que tem interesses diversificados e que questiona a "(des)ordem do momento", disposto(a) no mínimo a perturbar o status quo. As interessantes, mais do que conversar, sabem se impor, compor e expor, ganhando destaque no meio do oceano da mesmice sem que isso seja ofensivo ou arrogante.
Quando além de inteligente e interessante, que são características mais freqüentes, a mulher é independente, ou seja, enfrenta um sistema que defende a existência do sexo frágil, do ser feminino que precisa de uma bengala, masculina ou não, aí temos uma combinação peculiar. A independência vai trazer a liberdade necessária pra que a inteligência e o ecletismo fluam com todo o seu potencial, vai transformar o "parecer" e o "querer ser" em "ser". Ouviremos, então, as frases convictas "eu sou" e "ela é".
Naquela época universitária, quando eu me deparava com uma mulher 3i, eu me sentia realmente desafiado, sem que essa fosse a intenção dela. Entretando, ao invés de me afugentar, essa tríade me atraía e fazendo uso da minha lógica, eu enxergava esse conjunto como uma obra-prima, que merecia antes de mais nada meu respeito, mas que também despertava o meu desejo.
Que ironia não foi namorar uma dessas mulheres e anos depois perceber que os três "is" não só não garantiriam o sucesso de um relacionamento, mas também que faltava um quarto "i" que a racionalidade tinha deixado de lado.
Só depois de um período muito espiritualizado, oculto e esotérico é que eu percebi que a intensidade é fundamental. Resumo nesse quarto elemento, por exemplo, empatia, química e outras espiritualidades. As palavras podem passar outra impressão, mas essas características são oriundas de uma abordagem etérea.
Hoje eu vejo o quão importante é reconhecer nas mulheres essas qualidades, já que eu acredito na definição de prosperidade da Cabala Judaica, onde a felicidade conjugal é um dos seus três aspectos fundamentais.
Mas independente de qualquer categorização, coração tem vida própria e uma mulher 3i vai ser sempre uma ameaça pra mim, que eu vou ter que escolher fugir ou enfrentar. Não sei porque eu ando meio fugidio. Estou precisando de uma marretada na cabeça ou ser subjugado por uma guerreira 4i ! (risos)
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
O negócio é não correr atrás: feedback dos leitores
Algumas pessoas vieram discutir o tema e ouvi opiniões diferentes. Em resumo, Raquel Medeiros concorda comigo e pensa que as mulheres citadas anteriormente são mal resolvidas; Juliana Kühne, vivendo um momento meio anárquico, afirma que não há regras, cada um é de um jeito e além disso eu não estou acostumado com rejeição; Aninha diz que eu sou um recém-solteiro que não ainda sabe viver na "selva".
Larissa, a única que comentou online, entendeu o texto de uma maneira mais passional, o que não era o caso. Nos meus seis meses solteiro, só uma moça me chamou atenção de uma maneira mais contundente por termos aparentemente personalidades diferentes e vários interesses comuns, como a espiritualidade, mas justamente essa que eu estava curioso pra conhecer, eu não tive oportunidade... Aliás, conhecer gente está cada vez mais difícil ! Vou até escrever sobre isso em breve.
Portanto, não é dessas mulheres que estou falando, mas sim daquelas que encontro por aí das mais diversas maneiras e começo uma interação básica.
Já era pra eu ter publicado esse texto, mas ainda bem que não o fiz... Ontem eu saí com três amigas do MBA e tive uma aula sobre esse tema. Segundo elas agora eu, ou viro gay ou pegador ! (risos)
A idéia central, por sinal super aceitável sociologicamente, é que mulheres que são muito cobiçadas se interessam por homens que se mostram desinteressados, porque esses acabam sendo diferentes dos demais. É o aparentemente famoso "anti-mole" (risos), em que Elas são tratadas todas iguais, nenhuma se destaca ou tem qualquer diferencial.
Já as que não são tão assediadas respondem aos caras que lhes dispensam atenção. Postura plausível sim, mas até certo ponto ingênua, na medida em que o anti-mole se torna uma estratégia masculina ! Além disso, nem todos os homens estão fazendo SWOT e jogando, então a chance delas estarem comprando gato por lebre não muda.
E quando eu cheguei em casa pensei: Por que tratar as mulheres da mesma forma se elas são tão diferentes ? É um comportamento totalmente dissonante ! Pra um grupo tão sensível quanto o delas isso deveria soar o alarme geral de abandono ! Mas pensando bem, se fosse assim já estaríamos extintos...
Enfim, na minha opinião não é uma questão de rejeição ou inexperiência minha, mas sim de deselegância de algumas moças.
Existem pessoas que são essencialmente elegantes e encaram situações fáceis e difíceis com uma postura diplomática, respeitosa e afável. Tento ser assim e faço reverência aos que o são.
Em contrapartida, há indivíduos que se perdem nas suas próprias verdades, percepções e, talvez sem querer, acabam sendo deselegantes.
Continuo no meu cantinho com o chapéu...
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Conquista nada, isso é SWOT !
Eu já ouvi muitos amigos dizendo "não pode ligar no dia seguinte, porque senão a moça já fica cheia de si", "ela veio com um papo de religião, inventa uma desculpa e parte pra próxima" e "com tanta fácil, por que ESCOLHER a difícil ?". Algumas amigas dizem: "não pode transar na primeira vez pra não ser vista como fácil" e "não pode demonstrar interesse pra não parecer desesperada".
Cada vez que eu ouço uma dessas pérolas, mais eu vejo que elas deixaram de ser meras frases feitas e passaram a valer como estratégias e/ou diretrizes sociais. Pra quem tem dúvida disso é só ir numa boate ou pub nos finais de semana. Vai ser fácil notar um padrão comportamental geral.
A impressão que tenho é que até o processo de conquista evoluiu e se profissionalizou. O manual do romance ficou obsoleto e foi retirado das prateleiras. Agora o best-seller é o manual do conquistador-barato for dumbies.
A idéia central desse texto de um único capítulo é que para conquistar mercado (arrumar peguetes) é preciso reconhecer o ambiente (dar uma rolé), avaliar os concorrentes (adversários) e principalmente satisfazer os clientes (vítimas).
Parece frio e calculista ? E é, pois a sedução acabou, mané ! Está ultrapassada ! Que conquista nada, o que estão fazendo agora se chama SWOT, rapaziada !!!
SWOT é uma ferramenta utilizada para fazer análise de cenário, sendo usado como base para gestão e planejamento estratégico de uma empresa, que atende aos mais diversos propósitos, desde a criação de um blog à gestão de uma multinacional. O termo SWOT é uma sigla oriunda do inglês, e é um acrônimo de Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).
Por exemplo, o "meliante" sabe quais são suas qualidades e seus defeitos. Ele então se prepara pra batalha... Chegando na festa ele olha ao redor em busca de "piriguetes" com um determinado perfil facilitador e monitora a ação dos outros "elementos". De posse dessas informações ele monta suas estratégias e inicia a invasão. A idéia simplificada é tentar aproveitar as oportunidades usando suas forças (beleza física, xaveco, posses...) e evitar ameaças que possam tirar proveito de suas fraquezas (sacanagens, difamações, desvantagens físicas...)
E o que é um cenário delimitado, com regras, disputas, objetivos e prêmios ? Um jogo !
Eu, particularmente, só gosto de jogos de tabuleiro, de cartas, de raciocínio e alguns de videogame antigos, mas joquinhos de intriga e de subjugo eu estou fora. Nesse ponto eu sou careta e old fashioned, prefiro a sedução, a sensualidade e os olhares intencionados que criam aquela atmosfera mágica que termina em um beijo fora do espaço-tempo, "nirvânico".
Acho realmente ridículo me aproximar de uma mulher, engatilhar um papo-furado e começar uma encenação, cujo fim, conhecido de antemão por ambos, é "pegar" ela (porque "pegá-la" seria muito rebuscado pra essa oração).
Mais absurdo ainda é ver que esse tipo de interação é o mais valorizado pela grande massa de jovens adultos.
Às vezes, o contexto em que estou é tão extremo que me sinto como um portador somente de fraquezas e ameaças ! A minha sorte é que não sou um jogador...
Ainda bem que eu tenho o espírito daqueles monges beneditinos copistas que perpetuavam todas as grandes obras literárias já produzidas pela humanidade e na minha coleção está o grande manual do guerreiro da luz, meu livro de cabeceira, que mantém vivo em minha mente o verbo: Não jogue o jogo, conquiste a princesa !
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
quarta-feira, 25 de março de 2009
As tramóias do meu subconsciente
Eu não fico pensando na vida quando estou sob efeito de álcool, geralmente estou muito entretido falando besteira e rindo com os meus amigos, já que na maioria das vezes a bebida está relacionada a um evento social, mas sempre há uma primeira vez.
Notei que estou me boicotando, evitando que possíveis relacionamentos aconteçam na minha vida. Sempre que me deparo com uma mulher que me chama atenção, meu subconsciente dá um jeito de comprometer a situação, eu me faço desinteressante, tímido, superficial... o cara é criativo !
Agi dessa maneira com uma moça que estava no pub onde eu comemorei meu aniversário com o pessoal do trabalho. Tinham me dito que ela estava olhando pra mim e em alguns momentos achei que cochichava com as amigas alguma coisa sobre a gente. Pouco importa se isso aconteceu mesmo, o que importa é como eu me comportei...
Lá pelas tantas, nem me lembro mais como, as mesas foram juntadas e estávamos eu e um amigo, interagindo com as recém ordenadas advogadas. Rodrigo, que já é um guerreiro experiente em nights e afins conduzia com a maior destreza papos e mais papos com quem aparecesse. Eu, por outro lado, estava ali meio perdido, meio bobo, meio forçado.
Estava do lado de uma menina super bonita, bem vestida, simpática, sorridente e aparentemente extrovertida, mas o máximo que fiz foi ensaiar uma conversa muito tosca sobre nada. Quase um capítulo de Seinfeld ! Claro que eu não percebi isso na hora, só depois, e o pior é que eu sei que estava curioso pra saber várias coisas, inclusive sobre as fotos de um álbum que ela parou pra ver, mas sei lá por que, eu não perguntei nada...
Nem tenho idéia de quanto tempo ficamos lá, mas de repente fomos convidados pra ir no samba do Salgueiro. Até fomos, mas além de nos desencontrarmos das moças, quando chegamos na quadra da escola a festa já tinha acabado (ou nem tinha acontecido). Dali eu fui pra casa e Rodrigo voltou pra Niterói. Caso encerrado !
Cheguei em casa morto, mas quando fui tentar dormir não consegui. Meus pensamentos foram longe e me colocando como observador externo de mim mesmo, eu concluí que estou com receio de entrar num relacionamento e não conseguir fazer quem está ao meu lado feliz, ou de não me ver feliz e sentir vontade de fugir, ou... Foram várias coisas que vieram à tona.
O mais engraçado é que isso vai de encontro a tudo o que eu acredito e penso sobre a vida. Esse diário é inclusive um registro vivo de que esses "medos" descabidos não vagam pelo meu consciente e tudo o que eu escrevo aqui é 100% sincero. Não faria sentido me preocupar com o futuro, pois não tenho a menor inferência sobre ele, muito menos com a minha competência interpessoal, até porque já me disseram inúmeras vezes que desperto coisas boas nas pessoas. Afinal, vai entender as tramóias do meu subconsciente !?!
Nessa hora eu finalmente acreditei que mesmo quando a gente possui determinado conhecimento, ele não necessariamente é suficiente pra nos livrar de problemas. Por exemplo, psicólogos podem ter problemas pessoais, economistas podem administrar mal seu dinheiro, pneumologistas podem fumar e ter enfizema e assim por diante.
Aproveito, aliás, pra pedir desculpas àqueles que já ouviram de mim críticas com base nessa falsa premissa de que conhecimento é vacina !
Enfim, eu resolvo usar os sentimentos como critério principal das minhas escolhas pra evitar os meus devaneios racionais e morais, e descubro que o meu subconsciente está agindo misteriosamente ! Que safado !!! (risos)
Já tive uma conversa séria com o meliante, agora é ver se ele aprendeu a lição...
Termino esse texto com uma frase emblemática: Será que meu subconsciente e a providência divina estão me conduzindo até a minha alma gêmea ? (mais risos)
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
segunda-feira, 9 de março de 2009
O Machado Tridimensional
Pelo visto pra elas eu só seria coerente se tivesse pele verde, um cabeção, enormes olhos pretos e um par de anteninhas ! (risos)
Admito, sou desequilibrado mesmo, às vezes bambeio pra lá e pra cá como uma gangorra, mas esse desequilíbrio não é moral, nem racional. Não tenho nenhuma patologia, nem sou insano. Eu me manifesto como um pêndulo dimensional, que ora é divino, ora é profano.
Tenho que admitir que não é incomum os homens falarem diferente do que pensam e agirem diferente do que falam e do que pensam. Somos uma espécie arredia, misteriosa e frívola (não todos, é claro).
Um dia eu decidi lutar contra a minha frivolidade, lá atrás na adolescência. Depois de uma puxada de orelha, de cuja dor lembro até hoje, eu busquei me tornar uma pessoa comprometida, transparente e sincera. Essa última é a mais difícil e a mais recompensadora...
Portanto, acho super curioso o fato de alguns ainda não acreditarem nas minhas palavras e nos meus valores e por isso resolvi tentar entender o porquê dessa incredulidade.
Percebi que sou um ser com três dimensões, a saber: pessoal, interpessoal e transpessoal. Eu ia dizer que todos somos tridimensionais, mas minha amiga Ana Luisa me disse que estou sendo muito cartesiano e como Descartes é praticamente meu anti-herói vou me ater a mim mesmo.
Enfim, a minha dimensão pessoal é aquela que contém a minha consciência, a minha mente, a minha lógica e todas as características falíveis que tenho, impulsos, desejos, perversões, e por que não desvios ? Já a transpessoal é aquela onde estão representadas todas as ligações extra-humanas, meu espírito, minha porção esotérica, divina, que ama intensamente e tem fé.
Os contructos formados a partir dessas duas dimensões se expressam através da dimensão interpessoal, que são todas as relações em que me envolvo ao longo da vida.
Não bastasse isso, ainda me realimento das informações que recebo dessas interações, o que eventualmente influecia meu eu pessoal. É complicado...
Essa divisão, apesar de um pouco infantil e talvez estúpida, sugere porque me comporto de forma multifacetada. Na verdade, a culpa é da razão e da fé que brotam em mim alternadamente, sem que eu tenha o menor controle sobre o seu surgimento. Eu até poderia em alguns casos pedir ajuda pra minha moral, mas como todos sabem, o meu superego está de licença médica. A boa notícia é que ele já saiu da UTI e está se recuperando bem. (risos)
Sendo assim, o máximo que posso fazer é falar a verdade, como estou fazendo agora, mas sei que haverá sempre os crentes e os descrentes...
E por fim, lhes peço: qualquer que seja o caso não se assustem e não me crucifiquem ! Independente do eu em vigor, o do anjinho ou o do diabinho, me arrisco dizer que o respeito está sempre presente.
Lembrem-se: de bem intencionados o inferno está cheio, assim como de mal intencionados o céu também está cheio !
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
domingo, 30 de novembro de 2008
Meu superego está de licença médica
A mente humana é muito complexa e acredito que não seja possível controlar a natureza dos nossos pensamentos. Podemos desligá-los, por exemplo, através da meditação, mas em condições normais eles brotam do id, livres, leves e soltos, até serem filtrados pelo superego.
Quantas vezes imaginamos o que seria melhor não imaginar e pior ainda, por que desejamos o indesejável ?
Posso ser irresponsável e dizer então que todos possuímos no mínimo dupla personalidade ! Alguns tentam minimizar ao máximo a diferença entre esses “eus”, mas acho difícil que eles se tornem um só... (risos)
Em suma, excetuando-se esses rebeldes mencionados acima, o resto da multidão possui um eu social e um eu marginal (a margem de). A regra do jogo é não deixar esse último tornar-se um marginal (infrator de algum tipo de lei).
Eu penso que equilibrar moral, razão e emoção, definindo uma prioridade não é nada fácil, mas em algum nível de consciência todos fazemos isso. Durante muito tempo a moral ocupou o posto mais alto no meu “ranking”, mas hoje é a emoção que está no topo, é ela que norteia minhas buscas pessoais. Por que ? Porque a relação entre o Homem, a moral e a razão é muito mais humana do que a sua relação com a emoção e o ser humano é filosoficamente imperfeito.
Até onde vai minha percepção, moral e razão são constructos basicamente humanos e estão à mercê de todas as nossas falhas.
Prefiro, portanto, confiar nas minhas emoções, que surgem de algum lugar desconhecido e não diagnosticado quanto à sua perfeição. Não é legal haver a possibilidade de que a fonte delas seja o Paraíso, o Céu, o Nirvana, Deus ?
Andei conversando com o meu eu marginal que, aliás, é psicanalista e psiquiatra, e ele resolveu dar uma licença para o eu social, que é engenheiro e poeta. Já que a essa altura do campeonato não dá mais pra ser amoral, eu vou fazer o possível pra não ser imoral, mas nesse período, por favor, não condenem o marginal, ele é inexperiente e não sabe o que faz !
Por falar nisso, eu hoje fui muito bem acompanhado almoçar no restaurante do Jorge Aragão, o Bossa Nossa. Ele fica na Estrada Coronel Pedro Correia, 1175, na Barra da Tijuca. Todo domingo eles têm um cardápio especial e hoje foi rodízio de moqueca com chopp liberado. O preço ? Pasmem ! R$35,00 por pessoa + 10%
Abraços fraternais,
Fabio Machado.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Quero conversar nos quatro cantos do planeta !
Eu, por exemplo, sou uma pessoa boa, todos que me conhecem confirmariam e acho até que já servi de exemplo para alguns amigos, mas uma vez quando eu estava no primário, eu escolhi ser mal. Por algum motivo, que até hoje eu desconheço, nesse dia eu escolhi jogar a "caderneta" do meu melhor amigo pela janela do colégio. Não houve premeditação, sentimento de raiva, de vingança ou de culpa, eu simplesmente fiz uma escolha que nunca havia feito antes e nunca mais fiz até hoje, ser mal ! Por isso num futuro "post" eu escreverei que ninguém é totalmente bom ou mal.
Meus pensamentos, em contrapartida, são influenciados pelo que eu leio e pelo que eu converso. Outros meios de comunicação exercem pouca ou nenhuma influência e vou desconsiderá-los aqui.
Infelizmente nos últimos anos eu vinha lendo e conversando pouco e graças a uma pessoa muito especial na minha vida, minha amiga Elizabeth, eu hoje me reencontrei cognitivamente. Aliás, eu espero que ela continue aparecendo pelo menos de quinze em quinze anos, porque ela tem o poder de me renovar !
Como eu já disse em outro texto é difícil formar um diálogo de alto nível, porque tudo parece estar muito rápido, dinâmico, "online", "on demand", enfim, tecnológico. Até a voz já é sobre IP (IP = Internet Protocol).
Trocar idéias pessoalmente se tornou enfadonho, obsoleto, piegas, maçante a ponto de exigir paciência. Não consigo enxergar dessa maneira...
Apesar de eu achar que "o segredo" é uma farsa subversiva, eu sempre atraio pessoas que gostam de conversar. Talvez seja porque eu não me comporto como se tivesse entrando numa batalha querendo eliminar o inimigo, mas ao invés disso, estou sempre tomado pelo pensamento: eu não quero estar certo, eu quero ser feliz e que TODOS sejam felizes !
Cada nova pessoa interessante que conhecemos deve ser motivo de comemoração e agradecimento, especialmente quando a troca existente é agradável e valiosa. Por exemplo, essa semana eu conheci uma mulher encantadora e aprendi com ela que existem ipês-rosas e que LightSheer é o melhor laser para depilação definitiva. Discutimos sobre relacionamentos findos, findáveis e vindouros e outras coisas desafiadoras às mentes mais alienadas. Por fim, tive o privilégio de comer a melhor pizza do universo acompanhada de um ótimo vinho e uma sobremesa bretã que eu recomendo.
Viver bem é viver bem acompanhado, seja de parentes, seja de amigos, seja de amantes. Sinto-me muito à vontade comigo mesmo e sou muito bem resolvido, mas quando eu decidi não ser um sacerdote, eu de certa forma decidi não viver de forma contemplativa solitária. Que os deuses (com "d" minúsculo) me desculpem !
Recentemente eu decidi que quero conhecer e conversar não só com quem está geograficamente próximo, mas com todos aqueles(as) que eu encontrar nos quatro cantos do planeta. Para tanto, eu pretendo juntar uma boa soma, levando uma vida de certa forma simples hoje, para me aposentar cedo e viajar pelo mundo amanhã, por onde o vento me levar. Quem sabe eu não giro o globo e acabo aqui no final. Acho até provável...
Seria fantástico viajar com uma fotógrafa pra eternizar os momentos mais radicais ou com uma cantora pra cantar as emoções mais sublimes, mas o futuro a Deus pertence. Quem sabe eu não compro uma máquina fotográfica com gravador até lá ?
Ontem, hoje e sempre devemos sempre reverenciar e agradecer. Obrigado !
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Sou um móbile solto no furacão...
O fato é que ler me tornou uma pessoa questionadora. Eu me reprimo socialmente, mas no íntimo questiono TUDO ! Isso faz de mim um móbile, que tem o seu ponto de equilíbrio estável, mas sob a mínima influência se torna errático. Por um lado é bom, porque há momentos na vida em que a calmaria me traz inquietude, mas existe um outro lado maquiavélico... (desculpe-me Maquiavel, eu SEI que você não foi maquiavélico)
Sou altamente mutável e conscientemente flexível e essas características aliadas a um forte senso de auto-preservação propiciam fases de profundas resoluções pessoais. Vivi uma delas recentemente... Nesses períodos eu acabo sendo aparentemente "pesado" e "pessimista", mas não é nada disso !
O que eu quero é viver a felicidade dos pequenos gestos, o amor dos suaves toques. Nos últimos tempos Murphy parece estar hibernando e a vida tem sido intrigantemente bondosa e me mostrado que a minha espontaneidade é bem-vinda. Andar calmamente na chuva, conversar por horas sustentando uma taça de vinhos, cantar no banho às 7:15H, chorar ao assistir um bom romance, querer um final feliz, contemplar o por do sol por alguns minutos em total silêncio, todas essas coisas e muitas outras são de fato maravilhosas e existem outras pessoas se embebendo desses momentos ! Não importa se somos sãos ou loucos, quero conhecê-los ! Mais do que isso, quero sorver o néctar junto com eles !!!
Talvez sejamos uns poucos sobreviventes resgatados de uma realidade perversa, talvez sejamos bárbaros em guerra contra a nossa própria perversidade... Quem poderá nos dizer ?
Eu procuro ser um corajoso aristotélico, mas muitas vezes sou mal compreendido. Nem sempre me entendem quando digo que a tristeza faz parte da felicidade ou que chorar faz bem pro espírito, mas regozijam-se quando corto o cabelo ou brindo com a morena linda da mesa ao lado que sorriu pra mim. Desculpem-me se pareço complexo; não sou, mas faz parte !
Ler os escritos de outros Joãos e Marias tem me mostrado um novo universo de idéias e paradigmas e minha coragem tem navegado pra lá e pra cá. Cada vez mais percebo que o difícil não é vencer a minha loucura, mas sim a sanidade do próximo. Em meio a essa guerra, é lancinante notar que o amor ganhou vários sentidos, mas perdeu o seu valor.
Espero que eu esteja errado ! Torço para que a agricultura transgênica esteja criando uma geração de covardes e temerosos que simplesmente estão dopados demais... Será que eu sou um deles ?
Enfim, sigo a minha jornada no meio desse furacão, feliz da vida, aguardando o amor bater na minha porta, sem pressa, mas com muito respeito. Enquanto isso continuo lendo, escrevendo, aprendendo, sorrindo, divertindo, enlouquecendo ! Alguém me acompanha ?
Saudações fraternais,
Fabio Machado.