Essas últimas semanas eu não tenho escrito no blog por conta do meu trabalho de conclusão do curso de pós-graduação. Tirei três semanas de férias pra terminé-lo e é claro, pra descansar um pouco. Acabei descobrindo que estava precisando mesmo de descanso, bem mais do que eu imaginava...
Resolvi fazer um exercício de síntese nos meus posts. Não que eu ache que eles sejam grandes demais, é que eu tenho recebido uma influência positiva e quero aproveitar a motivação. No início vai ser difícil, porque eu estou acostumado a detalhar as idéias, mas aos poucos vai melhorar.
Por último, eu quero recomendar um blog que eu já leio faz um tempo, o SERENDIPITIES, da Elenita Rodrigues.
Uma estória louca ficou registrada na minha memória, onde uma amiga de Brasília teria comentado sobre essa professora-escritora-DJ por conta de uma entrevista que ela deu num programa de TV a respeito de um tema importante, que estávamos discutindo na época. É surreal, mas essa é a minha verdade ! (risos)
Esse diário é responsável por algumas coincidências significativas, que eu gosto de chamar de sincronicidades, então esses dias eu lembrei dele, fui lá, li um monte de coisa legal e pela primeira vez deixei um comentário. Nem sei porque não falei dele até hoje, mas "antes tarde do que nunca".
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
sábado, 4 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
A Grande Guerra - Prefácio
O ser humano tem uma característica interessante, a maioria de nós não é capaz de acessar os pensamentos ou sentimentos do próximo diretamente, só conhecêmo-los através de algum tipo de linguagem, seja verbal ou não-verbal. Essa habilidade, chamada de telepatia, até pode ser uma cognição adormecida, subdesenvolvida ou já atrofiada, mas o fato é que em nossa espécie, observando a maneira como as pessoas interagem, conclui-se que ela se manifesta em uma minoria (risos).
Imagino que essa restrição mental tenha sido notada lá nos primórdios da humanidade e resultou num processo de individuação com dois fenômenos importantes: o segredo e a mentira.
Na medida em que cada um de nós é conhecedor exclusivo das nossas forças de expressão, encontramos nesses elementos formas de criar um micro-universo com suas próprias leis, onde somos quem queremos ser.
Hoje, esse querer parece estar muito associado a uma necessidade externa, seja de ser "igual" ou de ser "diferente". Em ambos os casos, o indivíduo se torna consequência do meio, havendo uma clara separação entre sujeito e objeto. Essa dualidade é o que na minha opinião separa o Homem de seus semelhantes e sobretudo, separa-o do todo, da unidade.
Por conta disso, vivemos uma grande guerra, onde nossas percepções, opiniões e egos são as armas que dão origem às três grandes batalhas que travamos, cujo inimigo comum é o indivíduo. É uma realidade conflituosa, mas onde naturalmente existem forças de paz.
Assim, tais batalhas darão origem a uma trilogia (pra ficar na moda), que pretendo escrever não necessariamente em sequência, mas que representam minhas reflexões atuais no campo das relações interpessoais.
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
Imagino que essa restrição mental tenha sido notada lá nos primórdios da humanidade e resultou num processo de individuação com dois fenômenos importantes: o segredo e a mentira.
Na medida em que cada um de nós é conhecedor exclusivo das nossas forças de expressão, encontramos nesses elementos formas de criar um micro-universo com suas próprias leis, onde somos quem queremos ser.
Hoje, esse querer parece estar muito associado a uma necessidade externa, seja de ser "igual" ou de ser "diferente". Em ambos os casos, o indivíduo se torna consequência do meio, havendo uma clara separação entre sujeito e objeto. Essa dualidade é o que na minha opinião separa o Homem de seus semelhantes e sobretudo, separa-o do todo, da unidade.
Por conta disso, vivemos uma grande guerra, onde nossas percepções, opiniões e egos são as armas que dão origem às três grandes batalhas que travamos, cujo inimigo comum é o indivíduo. É uma realidade conflituosa, mas onde naturalmente existem forças de paz.
Assim, tais batalhas darão origem a uma trilogia (pra ficar na moda), que pretendo escrever não necessariamente em sequência, mas que representam minhas reflexões atuais no campo das relações interpessoais.
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
domingo, 21 de junho de 2009
O paradoxo do simulador
No penúltimo post eu falei sobre a busca por padrões, um mecanismo humano de auto-preservação. Recebi dois e-mails pedindo pra eu explicar melhor a relação entre o estabelecimento de padrões e o futuro e por isso resolvi escrever esse texto, que complementa o anterior.
Algo inexplicável até hoje é o fato de não termos acesso epistemológico ao futuro, ou seja, não "lembramos" do amanhã assim como lembramos do ontem. Parece simples, mas nenhuma filosofia ou modelo científico consegue explicar porque temos essa relação unilateral com o tempo. Como consequência desse desconhecimento dos eventos vindouros, nós criamos certos padrões para que possamos fazer escolhas que nos dêem maior chance de sucesso (felicidade) ou menor risco de fracasso (frustração), essa é a minha teoria.
Por exemplo, se o céu está nublado, quem não gosta de se molhar sai de casa com guarda-chuva, mesmo sem saber se vai realmente chover. Se estamos num local isolado e escuro, e escutamos um barulho esquisito, ficamos atentos e/ou buscamos claridade, mesmo sem saber se o causador do som é um inseto inofensivo, uma fera selvagem ou qualquer outra coisa. Se uma mulher tem a razão (proporção) entre o comprimento da cintura e do quadril igual a 0,7 ela desperta o interesse do homem por parecer mais apta a perpetuar a espécie, independente de querer ter filhos. Relações como essas entre o céu nublado e a chuva, o barulho e o perigo, o contorno corporal e a perpetuidade são estabelecidas por cada um de nós e a todo instante estamos analisando a vida, consultando esses padrões registrados em nossa memória e tomando atitudes em função deles. E na medida em que supomos que vai chover, que seremos atacados ou que tal mulher dará a luz com mais facilidade estamos tentando prever o futuro. É assim que buscamos a "felicidade", é assim que tentamos construir a nossa "sorte".
Foi então que assistindo o filme "A mulher invisível" na semana passada, eu vi uma cena onde uma esposa se separava do cônjuge, argumentando que ele era o melhor marido do mundo e que o relacionamento entre eles era perfeito e, segundo ela, mulher nenhuma gosta disso. Na hora aquilo "bateu" mal e eu pensei imediatamente nas inúmeras vezes que ouvi mulheres dizendo que queriam "um amor pra vida toda", "um homem perfeito", "um relacionamento sem desentendimentos"... Fiquei me perguntando: será que as pessoas gostariam de saber o futuro ou não ?
Elaborei, então, um teste pra tentar responder essa pergunta. Algumas mulheres serviram de cobaias e o resultado foi um tanto paradoxal.
Primeiro eu criei uma situação hipotética onde existiria uma máquina com uma super tecnologia capaz de simular uma realidade perfeitamente, mais ou menos como a do filme Matrix. A diferença é que nessa minha versão seria possível escolher o próprio futuro antes de entrar na máquina, ou seja, a pessoa antes de ser conectada poderia definir como queria viver até que o seu corpo físico morresse. Eu até pensei em incluir a possibilidade de "lembrar" do futuro nessa realidade alternativa, mas achei que ficaria complexo demais imaginar esse cenário.
Feito isso, eu disse pra cada uma das minhas entrevistadas que elas tinham conquistado como prêmio, o direito de se conectar ao "simulador de realidade", desde que aceitassem permanecer assim pra sempre. Antes de serem ligadas ao equipamento, elas poderiam escolher nos mínimos detalhes a vida que quisessem levar, mas não teriam lembrança da existência desse processo de escolha. A nova realidade seria "perfeita" e pareceria uma continuação da realidade original, sem qualquer tipo de anomalia, singularidade ou descontinuidade.
Para os psicólogos: detalhes como defeitos no simulador, alimentação da pessoa, estímulo aos sentidos, etc, seriam 100% controlados de forma que a percepção da realidade original seria invariavelmente nula !
Curiosamente, todas responderam que recusariam o prêmio e que não se interessavam por uma vida pré-determinada. Os motivos foram diferentes, uma disse que as coisas boas e ruins faziam parte do crescimento pessoal, outra que o que ela quer pro futuro hoje, ela pode não querer amanhã e uma terceira, que preferia ter o direito de arriscar.
Apesar de ter sido uma pesquisa amadora eu me deparei com um paradoxo, já que essas pessoas tentam adivinhar o futuro o tempo todo, mas não gostariam de conhecê-lo antecipadamente, se isso fosse possível.
Refletindo sobre esse assunto, o que me ocorreu é que talvez as pessoas não saibam o que querem, apenas saibam o que não querem. Nesse caso, conhecer o futuro realmente seria irrelevante, já que só existimos no presente e só experimentaremos e reagiremos ao futuro quando ele chegar.
Entretanto, se é dispensável antever o futuro, só nos resta viver da melhor maneira possível o presente, mas viver de verdade o agora sem se preocupar com o que virá depois exige desprendimento, dinamismo, resiliência e rapidez, caraterísticas que esbarram na poderosa inércia psíquica. Bem, ninguém disse que seria fácil...
Ficou por fim uma curiosidade: Será que alguém gostaria de se ligar ao simulador ?
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
Algo inexplicável até hoje é o fato de não termos acesso epistemológico ao futuro, ou seja, não "lembramos" do amanhã assim como lembramos do ontem. Parece simples, mas nenhuma filosofia ou modelo científico consegue explicar porque temos essa relação unilateral com o tempo. Como consequência desse desconhecimento dos eventos vindouros, nós criamos certos padrões para que possamos fazer escolhas que nos dêem maior chance de sucesso (felicidade) ou menor risco de fracasso (frustração), essa é a minha teoria.
Por exemplo, se o céu está nublado, quem não gosta de se molhar sai de casa com guarda-chuva, mesmo sem saber se vai realmente chover. Se estamos num local isolado e escuro, e escutamos um barulho esquisito, ficamos atentos e/ou buscamos claridade, mesmo sem saber se o causador do som é um inseto inofensivo, uma fera selvagem ou qualquer outra coisa. Se uma mulher tem a razão (proporção) entre o comprimento da cintura e do quadril igual a 0,7 ela desperta o interesse do homem por parecer mais apta a perpetuar a espécie, independente de querer ter filhos. Relações como essas entre o céu nublado e a chuva, o barulho e o perigo, o contorno corporal e a perpetuidade são estabelecidas por cada um de nós e a todo instante estamos analisando a vida, consultando esses padrões registrados em nossa memória e tomando atitudes em função deles. E na medida em que supomos que vai chover, que seremos atacados ou que tal mulher dará a luz com mais facilidade estamos tentando prever o futuro. É assim que buscamos a "felicidade", é assim que tentamos construir a nossa "sorte".
Foi então que assistindo o filme "A mulher invisível" na semana passada, eu vi uma cena onde uma esposa se separava do cônjuge, argumentando que ele era o melhor marido do mundo e que o relacionamento entre eles era perfeito e, segundo ela, mulher nenhuma gosta disso. Na hora aquilo "bateu" mal e eu pensei imediatamente nas inúmeras vezes que ouvi mulheres dizendo que queriam "um amor pra vida toda", "um homem perfeito", "um relacionamento sem desentendimentos"... Fiquei me perguntando: será que as pessoas gostariam de saber o futuro ou não ?
Elaborei, então, um teste pra tentar responder essa pergunta. Algumas mulheres serviram de cobaias e o resultado foi um tanto paradoxal.
Primeiro eu criei uma situação hipotética onde existiria uma máquina com uma super tecnologia capaz de simular uma realidade perfeitamente, mais ou menos como a do filme Matrix. A diferença é que nessa minha versão seria possível escolher o próprio futuro antes de entrar na máquina, ou seja, a pessoa antes de ser conectada poderia definir como queria viver até que o seu corpo físico morresse. Eu até pensei em incluir a possibilidade de "lembrar" do futuro nessa realidade alternativa, mas achei que ficaria complexo demais imaginar esse cenário.
Feito isso, eu disse pra cada uma das minhas entrevistadas que elas tinham conquistado como prêmio, o direito de se conectar ao "simulador de realidade", desde que aceitassem permanecer assim pra sempre. Antes de serem ligadas ao equipamento, elas poderiam escolher nos mínimos detalhes a vida que quisessem levar, mas não teriam lembrança da existência desse processo de escolha. A nova realidade seria "perfeita" e pareceria uma continuação da realidade original, sem qualquer tipo de anomalia, singularidade ou descontinuidade.
Para os psicólogos: detalhes como defeitos no simulador, alimentação da pessoa, estímulo aos sentidos, etc, seriam 100% controlados de forma que a percepção da realidade original seria invariavelmente nula !
Curiosamente, todas responderam que recusariam o prêmio e que não se interessavam por uma vida pré-determinada. Os motivos foram diferentes, uma disse que as coisas boas e ruins faziam parte do crescimento pessoal, outra que o que ela quer pro futuro hoje, ela pode não querer amanhã e uma terceira, que preferia ter o direito de arriscar.
Apesar de ter sido uma pesquisa amadora eu me deparei com um paradoxo, já que essas pessoas tentam adivinhar o futuro o tempo todo, mas não gostariam de conhecê-lo antecipadamente, se isso fosse possível.
Refletindo sobre esse assunto, o que me ocorreu é que talvez as pessoas não saibam o que querem, apenas saibam o que não querem. Nesse caso, conhecer o futuro realmente seria irrelevante, já que só existimos no presente e só experimentaremos e reagiremos ao futuro quando ele chegar.
Entretanto, se é dispensável antever o futuro, só nos resta viver da melhor maneira possível o presente, mas viver de verdade o agora sem se preocupar com o que virá depois exige desprendimento, dinamismo, resiliência e rapidez, caraterísticas que esbarram na poderosa inércia psíquica. Bem, ninguém disse que seria fácil...
Ficou por fim uma curiosidade: Será que alguém gostaria de se ligar ao simulador ?
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Minha lista de desejos
Ontem foi um domingo ótimo, que terminou com surpresa; uma homenagem de uma escritora que admiro muito. A Larissa, autora do blog Do lado de dentro, artista multimedia talentosíssima e nas horas vagas estudante de jornalismo, me presenteou com o meu segundo selo. Confesso que parece uma bobeira, mas eu fiquei feliz. Fazer o que ?
O propósito desse selo é não só de homenagear outros blogs, mas também de libertar os desejos dos seus autores. Vamos sonhar, desejar, realizar !
Aqui vão as regras:
1) A pessoa selecionada deve fazer uma lista com oito coisas que gostaria de fazer até o fim da vida;
2) É necessário que se faça uma postagem relacionando estas oito coisas e é necessário que a pessoa explique as regras do jogo;
3) Ao finalizar, devemos convidar oito parceiros de blogs;
4) Deixar um comentário para quem nos convidou.
Minha lista de desejos (em ordem cronológica):
- Visitar Índia e Tibet;
- Escrever um livro;
- Construir uma creche ou orfanato;
- Abrir um bar temático com meus amigos;
- Lecionar;
- Ter uma casa de campo;
- Aposentar-me aos 50 anos pra viver de estudo e arte;
- Conhecer Ken Wilber.
Meus indicados (em ordem alfabética):
- 'Bate e Rebate', da elegantérrima Raquel Medeiros;
http://bateerebate.blogspot.com/
- 'Do Fundo do Mar', da suave e doce Marina;
http://do-fundo-do-mar.blogspot.com/
- 'Interligue-se', da antenadíssima Nathalia Pimentel;
http://interligue-se.blogspot.com/
- 'MOMENTOS', da passional e poética amiga Raquel Garcia;
http://minhaspequenaspalavras.blogspot.com/
- 'Na Roda-Gigante', da intrigante e criativa Daniela Marques;
http://roda-gigante.blogspot.com/
- 'Raquel Oliveira', da minha amiga refinada e exagerada;
http://raquelcomblog.blogspot.com/
- 'Rotinas Verdes', da minha amiga inteligentíssima Ana Luisa;
http://rotinasverdes.blogspot.com/
- 'Quintal de Felicidades', da desconhecida e talentosa Vanessa.
http://quintaldefelicidades.blogspot.com/
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
O propósito desse selo é não só de homenagear outros blogs, mas também de libertar os desejos dos seus autores. Vamos sonhar, desejar, realizar !
Aqui vão as regras:
1) A pessoa selecionada deve fazer uma lista com oito coisas que gostaria de fazer até o fim da vida;
2) É necessário que se faça uma postagem relacionando estas oito coisas e é necessário que a pessoa explique as regras do jogo;
3) Ao finalizar, devemos convidar oito parceiros de blogs;
4) Deixar um comentário para quem nos convidou.
Minha lista de desejos (em ordem cronológica):
- Visitar Índia e Tibet;
- Escrever um livro;
- Construir uma creche ou orfanato;
- Abrir um bar temático com meus amigos;
- Lecionar;
- Ter uma casa de campo;
- Aposentar-me aos 50 anos pra viver de estudo e arte;
- Conhecer Ken Wilber.
Meus indicados (em ordem alfabética):
- 'Bate e Rebate', da elegantérrima Raquel Medeiros;
http://bateerebate.blogspot.com/
- 'Do Fundo do Mar', da suave e doce Marina;
http://do-fundo-do-mar.blogspot.com/
- 'Interligue-se', da antenadíssima Nathalia Pimentel;
http://interligue-se.blogspot.com/
- 'MOMENTOS', da passional e poética amiga Raquel Garcia;
http://minhaspequenaspalavras.blogspot.com/
- 'Na Roda-Gigante', da intrigante e criativa Daniela Marques;
http://roda-gigante.blogspot.com/
- 'Raquel Oliveira', da minha amiga refinada e exagerada;
http://raquelcomblog.blogspot.com/
- 'Rotinas Verdes', da minha amiga inteligentíssima Ana Luisa;
http://rotinasverdes.blogspot.com/
- 'Quintal de Felicidades', da desconhecida e talentosa Vanessa.
http://quintaldefelicidades.blogspot.com/
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
sábado, 13 de junho de 2009
Obstáculos à Felicidade II: A inércia psíquica
Passei os últimos meses pensando no assunto desse post. Quando eu escrevi que nós mesmos somos o primeiro obstáculo à felicidade eu achava que publicaria uma série de textos citando outras dificuldades.
Primeiro defini a próxima barreira como sendo a religião, depois, pensando melhor, percebi que o fanatismo, esse sim era um grande problema, mas por último entendi que a imutabilidade era o ponto chave, a causa fundamental de todos os anteriores, afinal, dogmas não são impostos, dogmas são aceitos !
Comecei a escrever, mas algo me incomodava, eu lia minhas próprias palavras e sabia que aquilo estava incompleto ou era uma simplificação incorreta. Um belo dia apaguei tudo e resolvi observar, perceber e refletir.
Estou certo de que mudança não é uma escolha. Tudo muda independente da nossa vontade, até porque energia tem uma natureza intrinsecamente metamórfica e tudo é energia. Esses processos podem até seguir uma lei primordial como alguns físicos e astrofísicos acreditam, mas ela não deixará de ser uma Lei Universal da Mudança.
Portanto, nossas escolhas não são capazes de imutabilizar; pelo contrário, elas é que podem nos levar em direção aos nossos sonhos e objetivos. Por isso, nós somos nosso primeiro entrave.
Entretanto, é notório que mudar é assustador para muitas pessoas e a mesmice provoca uma certa sensação de segurança. Mas por que ? Por que diante de algumas situações tristes, relacionamentos frustrados ou empregos desumanos não fazemos valer nosso livre arbítrio e mudamos a nossa realidade ? A princípio, a "materialização" de uma vontade deveria ser capaz de resolver essas questões, mas não é tão simples assim...
Tentando responder essa pergunta é que eu tive um insight interessante duas semanas atrás, que venho maturando até agora.
Todos nós (acho essa uma generalização bem razoável) buscamos padrões. A padronização envolve processos como comparação, associação, correlação, classificação e registro, e talvez tenha sido a grande responsável pelo sucesso da nossa espécie. Alguém pode dizer que existem outros mecanismos importantes como a abstração, mas eles não vão afetar a minha teoria.
Padronizar até certo ponto nos promove a "futurólogos" ou profetas, que tentam prever o porvir com base em nossos padrões pré-existentes em busca de segurança, e quanto mais seguros nos sentimos, menos ansiosos somos; e quanto menos ansiedade temos, menos deterioramos nossa fisiologia e assim, maior é a nossa longevidade. Bingo !
Se minhas idéias estiverem certas, esse comportamento está enraizado nos nossos planos inferiores de consciência, imerso em nosso instinto de sobrevivência.
Essa pseudo-segurança transcende o estado mental corrente, criando um obstáculo ainda mais desafiador, uma versão inconsciente do primeiro, que eu batizei de inércia psíquica.
Definindo de forma leiga, a inércia é uma propriedade da matéria (e da energia) que descreve uma tendência dos corpos de permaneceram em seu estado atual e a mesma parece valer para a psiquê.
De alguma forma muito sinistra, nos mantemos em um estado psíquico que nem mesmo nossas vontades conscientes conseguem mudar fácil. Primeiro, porque não somos capazes de acessar diretamente o inconsciente e alterá-lo. Além do mais, acredito haver uma consonância natural entre nossos planos de consciência e por mais que possamos agir livremente, se o fazemos, a mudança repentina de comportamento cria uma divergência entre o consciente e o inconsciente, uma dissonância que é desconfortável e ameaçadora na medida em que o último não consegue acompanhar o primeiro.
Por exemplo, alguém que tem pavor de sapo devido a um evento traumático qualquer, não consegue pegar o anfíbio com a mão, nem que isso seja uma escolha mental, porque o trauma registrado no insconsciente não pode ser apagado instantaneamente e pegá-lo seria inseguro. Alguém que vive um relacionamento ruim, não o abandona, pois mesmo que as emoções vividas sejam negativas, elas são conhecidas e consequentemente seguras. Abandoná-lo significaria viver emoções novas, que independente da sua natureza, seriam inseguras. Existem inúmeros outros exemplos, mas a idéia é que cada um reconheça os seus.
O mais curioso é que na verdade não temos controle sobre a vida ou sobre o tempo e por mais que a inércia psíquica seja um mecanismo de proteção, ela é fundamentada na falsa premissa da previsibilidade do futuro. Infelizmente, até agora não consegui pensar numa maneira de evitá-la ou contorná-la, já que nossa existência é rodeada de padrões, onde mesmo os que tentam contrariá-los acabam estabelecendo “anti-padrões”. Nem mesmo o conhecimento dessa teoria soluciona o problema...
Aleatoriedade, definitivamente, não combina com o ser humano. Bem-vindos à prisão da consciência. Liberte-se e se tornará livre !
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
Primeiro defini a próxima barreira como sendo a religião, depois, pensando melhor, percebi que o fanatismo, esse sim era um grande problema, mas por último entendi que a imutabilidade era o ponto chave, a causa fundamental de todos os anteriores, afinal, dogmas não são impostos, dogmas são aceitos !
Comecei a escrever, mas algo me incomodava, eu lia minhas próprias palavras e sabia que aquilo estava incompleto ou era uma simplificação incorreta. Um belo dia apaguei tudo e resolvi observar, perceber e refletir.
Estou certo de que mudança não é uma escolha. Tudo muda independente da nossa vontade, até porque energia tem uma natureza intrinsecamente metamórfica e tudo é energia. Esses processos podem até seguir uma lei primordial como alguns físicos e astrofísicos acreditam, mas ela não deixará de ser uma Lei Universal da Mudança.
Portanto, nossas escolhas não são capazes de imutabilizar; pelo contrário, elas é que podem nos levar em direção aos nossos sonhos e objetivos. Por isso, nós somos nosso primeiro entrave.
Entretanto, é notório que mudar é assustador para muitas pessoas e a mesmice provoca uma certa sensação de segurança. Mas por que ? Por que diante de algumas situações tristes, relacionamentos frustrados ou empregos desumanos não fazemos valer nosso livre arbítrio e mudamos a nossa realidade ? A princípio, a "materialização" de uma vontade deveria ser capaz de resolver essas questões, mas não é tão simples assim...
Tentando responder essa pergunta é que eu tive um insight interessante duas semanas atrás, que venho maturando até agora.
Todos nós (acho essa uma generalização bem razoável) buscamos padrões. A padronização envolve processos como comparação, associação, correlação, classificação e registro, e talvez tenha sido a grande responsável pelo sucesso da nossa espécie. Alguém pode dizer que existem outros mecanismos importantes como a abstração, mas eles não vão afetar a minha teoria.
Padronizar até certo ponto nos promove a "futurólogos" ou profetas, que tentam prever o porvir com base em nossos padrões pré-existentes em busca de segurança, e quanto mais seguros nos sentimos, menos ansiosos somos; e quanto menos ansiedade temos, menos deterioramos nossa fisiologia e assim, maior é a nossa longevidade. Bingo !
Se minhas idéias estiverem certas, esse comportamento está enraizado nos nossos planos inferiores de consciência, imerso em nosso instinto de sobrevivência.
Essa pseudo-segurança transcende o estado mental corrente, criando um obstáculo ainda mais desafiador, uma versão inconsciente do primeiro, que eu batizei de inércia psíquica.
Definindo de forma leiga, a inércia é uma propriedade da matéria (e da energia) que descreve uma tendência dos corpos de permaneceram em seu estado atual e a mesma parece valer para a psiquê.
De alguma forma muito sinistra, nos mantemos em um estado psíquico que nem mesmo nossas vontades conscientes conseguem mudar fácil. Primeiro, porque não somos capazes de acessar diretamente o inconsciente e alterá-lo. Além do mais, acredito haver uma consonância natural entre nossos planos de consciência e por mais que possamos agir livremente, se o fazemos, a mudança repentina de comportamento cria uma divergência entre o consciente e o inconsciente, uma dissonância que é desconfortável e ameaçadora na medida em que o último não consegue acompanhar o primeiro.
Por exemplo, alguém que tem pavor de sapo devido a um evento traumático qualquer, não consegue pegar o anfíbio com a mão, nem que isso seja uma escolha mental, porque o trauma registrado no insconsciente não pode ser apagado instantaneamente e pegá-lo seria inseguro. Alguém que vive um relacionamento ruim, não o abandona, pois mesmo que as emoções vividas sejam negativas, elas são conhecidas e consequentemente seguras. Abandoná-lo significaria viver emoções novas, que independente da sua natureza, seriam inseguras. Existem inúmeros outros exemplos, mas a idéia é que cada um reconheça os seus.
O mais curioso é que na verdade não temos controle sobre a vida ou sobre o tempo e por mais que a inércia psíquica seja um mecanismo de proteção, ela é fundamentada na falsa premissa da previsibilidade do futuro. Infelizmente, até agora não consegui pensar numa maneira de evitá-la ou contorná-la, já que nossa existência é rodeada de padrões, onde mesmo os que tentam contrariá-los acabam estabelecendo “anti-padrões”. Nem mesmo o conhecimento dessa teoria soluciona o problema...
Aleatoriedade, definitivamente, não combina com o ser humano. Bem-vindos à prisão da consciência. Liberte-se e se tornará livre !
Saudações fraternais,
Fabio Machado.
Assinar:
Postagens (Atom)